Dia do Rock: como o Rock and Roll revolucionou a música e a tecnologia do som
O bom e imortal Rock and Roll, gênero musical que definiu duas gerações e influenciou praticamente tudo o que veio depois de sua popularização. Existem muitas controvérsias sobre a origem do rock: fãs ao redor do mundo discutem e contestam quem foi o “pai do Rock” e citam nomes icônicos como Chuck Berry e Elvis Presley. Mas a verdade é muito mais complexa, com diversos artistas tendo múltiplas contribuições para a consolidação do estilo por volta das décadas de 1940 e 1950. A lista é imensa e superficial; deixaremos nossa reverência a esses artistas ao longo do mês, na nossa playlist comemorativa do Spotify.
O próprio termo “Rock and Roll” remete à rebeldia e à resistência ao establishment. No meio das divergências raciais dos Estados Unidos durante o século XX, a expressão “Rock and Roll” era comum entre jovens negros e remetia aos bailes e festas das comunidades onde havia música, dança e flertes. O verbo “to rock” em inglês pode ser traduzido como “chacoalhar” ou “balançar”; neste contexto, a ideia era “chacoalhar o corpo”. Já o verbo “to roll” pode ser entendido como “rolar”, em uma linguagem popular associada à sensualidade e à liberdade do período.
Outra polêmica é a própria data do Dia do Rock, que aqui no Brasil se popularizou no dia 13 de julho em tributo ao Live Aid de 1985, uma iniciativa beneficente organizada por Bob Geldof e Midge Ure para arrecadar fundos para o combate à fome na Etiópia, que passava à época por uma super seca e por uma crise humanitária.
O show foi um enorme sucesso e foi assistido por uma audiência global estimada em cerca de 2 bilhões de pessoas, em mais de 150 países. O evento contou com a presença de medalhões do rock, como Queen, David Bowie, U2, The Who, Dire Straits, Sting e Led Zeppelin, além de nomes como Bob Dylan, Black Sabbath, Eric Clapton e Santana. Nos EUA, a data também é lembrada em outras iniciativas e comemorações ligadas ao rock, embora não haja uma outra equivalência tão consolidada quanto a de 13 de julho no Brasil.
A verdade é que, se não houvesse Rock and Roll, a gente nem estaria aqui falando com vocês, porque os músicos que participaram da colaboração do gênero foram responsáveis pela contribuição à evolução de tecnologias que usamos até hoje. Temos inúmeras histórias, como a de Link Wray, que em 1958 quis um som mais “sujo” e experimentou maneiras experimentais de forçar o equipamento até chegar ao resultado que buscava. Essas experimentações ajudaram a influenciar a sonoridade que depois seria associada ao rockabilly, ao punk e ao heavy metal.
Em 1964, ainda muito antes de nossos queridinhos pedais de distorção existirem, Dave Davies, da banda The Kinks, ficou conhecido por experimentar o corte dos cones de papel de seu falante para alcançar aquele som característico em “You Really Got Me” (está na playlist, ouve lá!).
Essas experimentações geraram a necessidade de tecnologias que foram desenvolvidas ao longo das últimas sete décadas, com muitas bandas e artistas responsáveis pela própria evolução desse cenário. Por exemplo, Pete Townshend, guitarrista do The Who, utilizou o pré-amplificador e o reverb no limite operacional das válvulas para obter a saturação que desejava.
Outra banda que brincava muito com técnicas avançadas de gravação era o Led Zeppelin, que usava microfones em ambientes afastados para desfrutar a reverberação natural do estúdio. Muitos outros músicos também se juntaram para o desenvolvimento de novas tecnologias e para o aprimoramento do que já existia.
Nenhum outro gênero musical foi tão longe a ponto de gerar demanda para os equipamentos de som que temos hoje à nossa disposição. O próprio GSB Pro Audio talvez não existisse se não fosse pelo rock; por isso, deixamos aqui todo o nosso respeito aos músicos responsáveis pela disseminação de um dos gêneros mais populares e diversos da música mundial.
Nesse dia, vamos ouvir rock com a cabeça e o coração aberto, em um momento de reflexão sobre como a música é, ao mesmo tempo, motor de transformação social, transmissão de cultura entre gerações e impulsionadora de tecnologia.
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Obrigado, família. Viva o Rock